| Embora
não pareça, o barulho é uma das
principais causas de morte no mundo todo, segundo
OMS. Calcula-se que milhares de pessoas morrem anualmente
vítimas deste problema.
Segundo o relatório, publicado na revista "New
Scientist", estes desagradáveis sons acabam
com a vida de milhares de pessoas no mundo todo. É
um problema grave, que ainda não recebeu a
atenção necessária.
De
acordo com os autores do estudo, a exposição
a níveis de barulho superiores aos 50 decibéis
representa cerca de 210.000 do total de mortes provocadas
por ataques cardíacos anualmente.
Mas o barulho também
nos traz toda uma série de males à nossa
vida cotidiana, entre os quais se destacam a perda
de capacidade auditiva, insônia, estresse, falta
de concentração, problemas cardiovasculares,
depressão e até impotência sexual
ou problemas no feto das mulheres grávidas.
América Latina,
cada vez mais exposta ao barulho.
A
OMS adverte que a América Latina está
cada vez mais exposta ao barulho.
Apesar
de os países latino-americanos e caribenhos
terem normas para evitar o barulho prejudicial, sejam
elas severas ou não, quase ninguém as
cumpre, e o problema persiste na maioria dos espaços
públicos da região.
Música alta, construções,
tráfego de veículos, ofertas de produtos
de lojas através de alto-falantes e até
a pregação religiosa - que costuma contar
com potentes equipamentos de som- fazem parte do panorama
em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo,
Assunção, Caracas, Guayaquil, Lima,
La Paz, Montevidéu, Quito, San Salvador, Santo
Domingo e Tegucigalpa.
A
Cidade do México é uma das localidades
que apresenta mais poluição industrial,
visual e sonora em todo o mundo. Sua legislação
estabelece o nível máximo de barulho
de 85 decibéis em discotecas, restaurantes
e salões de festas - número muito superior
ao recomendado pela OMS.
Mas outras cidades latino-americanas
também estão muito longe de cumprir
as recomendações, como Buenos Aires
e Santiago do Chile.
Na capital argentina,
por exemplo, os 80 decibéis são facilmente
superados a qualquer hora do dia, enquanto em Santiago
do Chile, o barulho alcançou os 81 em algumas
ruas do centro desde que começou o novo sistema
de transportes público "Transantiago",
através do qual apenas 16% da população
não corre o risco de sofrer algum grau de perda
auditiva.
Barulho
também assola Europa
Os
altos níveis de barulho também são
um problema para a Europa. Segundo a revista, anualmente
são perdidos mais de 600.000 anos potenciais
de vida sadia por culpa de doenças envolvedo
o excesso de barulho.Além disso, a mania dos
europeus mais jovens de ouvir música alta faz
com que quase 2% dos habitantes entre sete e 19 anos
já tenham perdido parte de sua capacidade auditiva.
Mas o barulho também
está por trás dos graves distúrbios
do sono que afetam 2% dos europeus e de 3% dos casos
de tinnitus - um fenômeno de personalidade perceptiva
caracterizado por contínuos assobios nos ouvidos
- que afetam aos cidadãos europeus.
Com
isso, é preciso tomar consciência sobre
o assunto e denunciar todos aqueles que infringem
a lei e colocam em risco a nossa saúde.
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