Aos
21 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacú,
no Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1762, foi
ordenado sacerdote. Frei Galvão foi enviado
a São Paulo para aprofundar os estudos em
filosofia e teologia no Convento de São Francisco,
onde foi nomeado pregador, confessor e porteiro
do Convento, cargo considerado importante pela comunicação
com os fiéis e pela difusão das idéias
católicas entre eles.
Entre
1774 e 1788, frei Galvão cuidou de um recolhimento
de mulheres em São Paulo. Nos 14 anos seguintes,
entre 1788 e 1802, o beato dedicou-se à construção
do Mosteiro da Luz, quando atuou como arquiteto,
mestre de obras e pedreiro. O edifício foi
considerado patrimônio cultural da humanidade
pela Unesco.
Os
milagres atribuídos a frei Galvão
estão ligados à cura de doenças,
especialmente câncer e cálculo renal,
e de complicações em partos. O primeiro
deles ocorreu quando, procurado por uma jovem com
fortes cólicas renais, Galvão foi
inspirado por Deus e escreveu em um pedaço
de papel uma frase em latim do Ofício de
Nossa Senhora.
A
tradução seria "depois do parto,
ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe
de Deus, intercede por nós!". Ele enrolou
o papel em forma de pílula e deu à
jovem, que teria expelido um grande cálculo
e se curado.
Pouco
tempo depois, um senhor pediu orações
e um remédio para a mulher, que estava em
trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente
uma pequena pílula, e a criança nasceu
rapidamente. Depois disso, teve que ensinar as irmãs
do recolhimento a fazer as pílulas e dá-las
às pessoas necessitadas, o que elas fazem
até hoje.
Galvão
morreu em 23 de dezembro de 1822 e, a pedido do
povo e das irmãs do Mosteiro da Luz, foi
sepultado na igreja que ele mesmo construíra.
A partir deste mosteiro, tiveram origem outros nove.
Ele
foi beatificado pelo papa João Paulo II em
1998 e teve seu segundo milagre, necessário
para a canonização, reconhecido pelo
papa Bento XVI em 16 de dezembro do ano passado.
Redação
Terra