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quer tornar o uso de serviços prestados via internet tão
fácil quanto programas instalados no computador. O Google
já tem, por exemplo, serviços na internet para substituir
a suíte de aplicativos Office, da Microsoft. Chamada Google
Docs, ela inclui processador de textos, planilha eletrônica
e apresentações. Com o Chrome, a experiência
de usá-las se torna ainda mais próxima da de usar
o Office.
"O
Chrome é uma plataforma para rodar aplicativos da web",
afirmou Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google
Brasil. A empresa qualificou o Chrome como estável, rápido,
robusto e confiável, adjetivos normalmente mais usados para
sistemas operacionais.
Para a Microsoft, guerra de navegadores não é novidade.
Na década de 1990, a empresa travou uma grande batalha contra
a Netscape, que dominava o mercado e acabou sumindo. A guerra foi
declarada quando Marc Andreessen, co-fundador da Netscape, começou
a dizer que o sistema operacional ia se tornar irrelevante, pois
todo software rodaria no próprio navegador de internet. De
certa forma, o que o Google faz hoje é materializar essa
visão.
A Microsoft reagiu ao lançamento do Google. "O mercado
de navegadores é altamente competitivo, mas as pessoas irão
escolher o Internet Explorer 8 pela forma como ele coloca os serviços
da maneira que elas querem, nas pontas dos dedos, respeita as escolhas
pessoais sobre como elas querem navegar e, mais do que qualquer
tecnologia de navegador, as coloca no controle de seus dados pessoais
na internet", disse Dean Hachamovitch, gerente-geral do Internet
Explorer da Microsoft, em comunicado.
O fato de o Google ter lançado o Chrome primeiro para o
Windows mostra claramente que o alvo a ser atingido é a Microsoft.
"As versões para Mac e para Linux serão lançadas
em breve", disse Ximenes.
O movimento coloca em risco, no entanto, o Firefox, navegador com
código aberto com 19% do mercado. John Lilly, presidente
do Mozilla, responsável pelo Firefox, escreveu em seu blog
que a entrada do Google nesse mercado era "inevitável".
O Google é a principal fonte de receita do Mozilla, tendo
pago, em 2006, US$ 56 milhões para ser a primeira página
padrão do navegador.
O Google Chrome foi lançado simultaneamente em mais de 100
países e em 43 idiomas, incluindo o português. Ao mesmo
tempo em que o Google ataca o mercado da Microsoft, a gigante do
software investe em serviços online, de olho na publicidade
,que é a principal fonte de receita do Google. A tentativa
frustrada de comprar o Yahoo tinha como objetivo conquistar uma
boa fatia do mercado de buscas.
SURFANDO NA REDE
73%
é a participação de mercado do Internet Explorer,
da Microsoft
19%
é a fatia do Firefox, do Mozilla, navegador com código
aberto que tem acordo com o Google
6%
é quanto tem o Safari, da Apple, terceiro colocado no mercado
de navegadores
Estadão.com.br |