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A
tecnologia é um instrumento fundamental para a definição
de investimentos, desenvolvimento, geração de empregos,
renda, educação de uma cidade e inclusão digital
do cidadão. A infra-estrutura urbana não deve se limitar
apenas a avenidas, varrição, água e luz. É
importante que as grandes metrópoles possuam um planejamento
de infra-estrutura tecnológica. E São Paulo necessita
de imediato de um projeto que leve internet grátis aos seus
moradores. Além de refletir em um grande avanço estrutural,
diminuirá o trânsito e auxiliará na melhora
da qualidade do meio ambiente, pelo estímulo do trabalho
em casa, o chamado home-office.
O crescimento desorganizado dos grandes centros
urbanos provoca problemas insustentáveis como os congestionamentos.
Já chegou a hora de São Paulo seguir o exemplo de
outras cidades do mundo, como San Francisco e Paris, que concedem
internet grátis aos cidadãos e com isso procuram soluções
para seus problemas de mobilidade e de qualidade ambiental.
A internet gratuita pode contribuir para a diminuição
do caos do trânsito em São Paulo. Uma pesquisa realizada
mostrou que cerca de 70% dos deslocamentos na cidade são
de ida e volta para o trabalho. Esse número poderá
ser reduzido drasticamente com um projeto de infra-estrutura tecnológica
e o incentivo do home-office. Esse modelo de trabalho reduz o tempo
perdido nos engarrafamentos, aumenta a produtividade e auxilia no
combate a questões crônicas como a baixa qualidade
do ar, o aumento da poluição, o estresse e outros
problemas de saúde e psicológicos provocados pelo
trânsito.
Segundo estudos realizados pela Secretaria de Estado
dos Transportes Metropolitanos, a cidade de São Paulo perde
por ano R$ 4,1 bilhões com congestionamentos e o paulistano
poderia converter em renda 30% do tempo que perde para se deslocar
até o escritório. Esses dados demonstram a urgência
no investimento nesta estrutura tecnológica.
Além disso, a internet grátis pode
ser uma grande aliada da educação da população,
principalmente a mais carente. Ela pode propiciar a inclusão
digital de milhares de crianças e adolescentes das regiões
periféricas da cidade, que hoje não têm acesso
ao mundo virtual por não poder pagar pelo serviço.
Por esse motivo, a inclusão dessa parte da população
no mundo digital é essencial para aumentar o seu conhecimento
cultural, auxiliar no estudo e pesquisa escolar e também
no desenvolvimento de pequenos negócios.
Cidades no mundo que aderiram ao home-office mostram
resultados positivos, tanto para empresas que aumentaram seus ganhos,
quanto para os poderes públicos que viram suas vias menos
congestionadas. Em Los Angeles, por exemplo, esse novo modelo de
trabalho em asa reduziu em 6% as viagens para o trabalho e as empresas
que aderiram a esse modelo de gestão receberam incentivos
fiscais. E São Paulo pode trilhar pelo mesmo caminho de desenvolvimento
sustentável e respirar novos ares.
Marcelo Lobo – Regional News/agosto/08
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