A
Justiça Federal determinou que os jogos Counter
Strike e Everquest sejam retirados do mercado por
incitarem à violência. Além disso,
eles poderiam prejudicar a formação
da personalidade de crianças e adolescentes,
os principais consumidores deste tipo de jogos virtuais.
O
jogo mais polêmico reproduz a guerra entre bandidos
e policiais; impressiona pelo realismo dos gráficos
e por uma história que envolve reféns,
bombas e assassinatos. Na trama do jogo, traficantes
do Rio de Janeiro seqüestram e levam para o morro
três representantes da ONU; a polícia
invade o local e é recebida a tiros. O jogo
foi desenvolvido nos Estados Unidos e modificado no
Brasil. A trilha sonora é um funk.
Numa
lan house de Campo Grande, o jogo proibido é
um dos mais procurados. Há cinco anos, Juliano
Valadares Lara passa horas em frente ao computador.
Ele reprova a medida da Justiça: “Você
não vai partir pra violência porque perdeu
ou ganhou um jogo, é uma questão de
educação"
Para
o Procon, os jogos podem despertar a agressividade
nos jogadores. ”Crianças e adolescentes
estão em formação de caráter,
formação psicológica. A gente
entende que isso é prejudicial à saúde
mental da criança e do adolescente, dos praticantes
destes jogos”, diz Willian Brito, superintendente
do Procon-MS.
A
empresa Electronic Arts, que distribui o Counter Strike,
disse que não foi informada oficialmente sobre
a proibição. O outro jogo, Everquest,
é ilegal no país e não tem empresa
distribuidora.
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