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Extremamente populares
e cada vez mais lidos e vistos, os mangas e animes atingiram o Ocidente
como um tsunami. Literalmente. De Romeu e Julieta a Stan Lee, passando
pelos estúdios Disney e até a Bíblia em manga,
a indústria cultural se atirou de braços abertos a
esse peculiar estilo de contar histórias.
“Estamos
vivendo agora o japanese way of life”, resume a escritora
e pesquisadora de quadrinhos Sonia
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Foto:
Divulgação
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Luyten, 59 anos, mais de trinta trabalhando com mangas.
Para
o desenhista brasileiro Marco Alencar, 43, autor da HQ BigHatBoy
(Conrad) e da série animê Pixcodelics, o sucesso dos
mangas existe há anos, “mas [a indústria e a
mídia] só perceberam agora”.” Estão
explorando nada mais do que um mercado ‘surdo’ e gigante,
que estava todo na internet”, diz.
Segundo
Alemar, as histórias japonesas são muito melhores
do que as americanas.
“A vantagem dos mangas é e que as histórias
têm começo, meio e fim, mostram um cotidiano comum
aos jovens, e os heróis têm tenacidade para buscar
um objetivo”, diz a pesquisadora.
“Os
heróis têm de lutar, vencer barreiras para chegar lá”,
complementa Alemar.
Febre no Japão nos anos 70 e 80, os mangas chegaram aos EUA
pelas mãos de um grande fã, Frank Miller, e sua HQ
Ronin.
Lançada
em julho de 1983 pela DC Comics, Ronin, um samurai sem mestre numa
nova York futurista e degradada, foi a porta de entrada para os
mangas no Ocidente.
Do Tio Sam para o Brasil, foi questão de tempo e, hoje, Naruto,
Dragon Ball, Os Cavaleiros do Zodíaco, entre outros, dominam
livrarias e canais especializados em desenhos animados.
Rafael
Brandimarti – Destak
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