São Paulo, de 2008
  Atualidade


   07/07/2008

Neil Gaiman bate recorde de autógrafos na Festa de Paraty

Cerca de 600 pessoas pediram um autógrafo do autor de 'Sandman', cultuado personagem de HQ, na Flip

Depois de estabelecer novo recorde de autógrafos na 6ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, justamente no ano em que se homenageia Machado de Assis, o inglês Neil Gaiman pretendia desfrutar o domingo, 6, em alguma praia próxima da cidade. Um descanso merecido - no sábado, exatamente entre 13h15 e 18h35, ele saciou o desejo de aproximadamente 600 pessoas (segundo seu próprio cálculo) que aguardavam um autógrafo e a



Neil Gaiman autografou até garrafa de cachaça

chance de estar perto do ídolo, fãs que sabem exatamente tudo sobre sua obra, especialmente a sua principal criação, Sandman, cultuado personagem dos quadrinhos.

Desde o primeiro, um rapaz chamado Tiago Brancatelli, até a última, uma moça que ganhou um beijo e um abraço, Gaiman tratou com especial atenção, ouvindo qualquer comentário, observando a obra que esperava por sua assinatura, posando para fotos e filmagens, guardando os presentes que acumulavam ao seu lado. "Tenho um especial carinho pelo leitor brasileiro, pois aqui foi o primeiro país estrangeiro a publicar minha obra", disse Gaiman, antes da maratona de autógrafos e da mesa que dividiu com o jornalista americano Richard Price.

Não é a primeira vez que Gaiman atrai multidões no Brasil - nas duas outras visitas que fez a São Paulo, em 1995 e 2001, a Polícia Militar foi obrigada a cuidar da segurança. "Fui embora no dia seguinte completamente sem voz", relembra, orgulhoso.

O escritor contou que está acostumado a tamanho assédio, mas já enfrentou também situações inusitadas. "Tenho fãs que se orgulham de me mostrar tatuagens inspiradas em meus personagens, mas, certa vez, em Los Angeles, um rapaz pediu para que assinasse embaixo de uma dessas tatuagens, em seu braço. Peguei a caneta e autografei. Depois de alguns minutos, ele voltou e, orgulhoso, me mostrou que acabara de tatuar a minha assinatura. Dava até para ver o sangue ainda escorrendo. Aquilo não foi muito legal."

O Estado de S. Paulo

 
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