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de estabelecer novo recorde de autógrafos na 6ª Festa
Literária Internacional de Paraty, a Flip, justamente no ano
em que se homenageia Machado de Assis, o inglês Neil Gaiman
pretendia desfrutar o domingo, 6, em alguma praia próxima da
cidade. Um descanso merecido - no sábado, exatamente entre
13h15 e 18h35, ele saciou o desejo de aproximadamente 600 pessoas
(segundo seu próprio cálculo) que aguardavam um autógrafo
e a |

Neil
Gaiman autografou até garrafa de cachaça
|
| chance
de estar perto do ídolo, fãs que sabem exatamente
tudo sobre sua obra, especialmente a sua principal criação,
Sandman, cultuado personagem dos quadrinhos.
Desde
o primeiro, um rapaz chamado Tiago Brancatelli, até a última,
uma moça que ganhou um beijo e um abraço, Gaiman tratou
com especial atenção, ouvindo qualquer comentário,
observando a obra que esperava por sua assinatura, posando para
fotos e filmagens, guardando os presentes que acumulavam ao seu
lado. "Tenho um especial carinho pelo leitor brasileiro, pois
aqui foi o primeiro país estrangeiro a publicar minha obra",
disse Gaiman, antes da maratona de autógrafos e da mesa que
dividiu com o jornalista americano Richard Price.
Não
é a primeira vez que Gaiman atrai multidões no Brasil
- nas duas outras visitas que fez a São Paulo, em 1995 e
2001, a Polícia Militar foi obrigada a cuidar da segurança.
"Fui embora no dia seguinte completamente sem voz", relembra,
orgulhoso.
O escritor
contou que está acostumado a tamanho assédio, mas
já enfrentou também situações inusitadas.
"Tenho fãs que se orgulham de me mostrar tatuagens inspiradas
em meus personagens, mas, certa vez, em Los Angeles, um rapaz pediu
para que assinasse embaixo de uma dessas tatuagens, em seu braço.
Peguei a caneta e autografei. Depois de alguns minutos, ele voltou
e, orgulhoso, me mostrou que acabara de tatuar a minha assinatura.
Dava até para ver o sangue ainda escorrendo. Aquilo não
foi muito legal."
O
Estado de S. Paulo
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