Pior:
quando os medidores atmosféricos afirmam que a qualidade
do ar é “boa”, o nível de poluentes é
inofensivo.
Isso ocorre porque os parâmetros brasileiros para classificar
a qualidade do ar são e 1990 e estão defasados, segundo
o próprio Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).
No ano passado, a Organização Mundial da Saúde
já havia sugerido que o Brasil deveria reduzir à metade
os limites toleráveis de poluentes como ozônio –
maior vilão na capital paulista.
Segundo pesquisa do Incor (Instituto do coração, do
Hospital das Clínicas), o nível de gases tóxicos
presentes no ar “bom” do paulistano é suficiente
para elevar 7% a 12% os registros de arritmias cardíacas.
Foram avaliados 3.300 voluntários que passaram pelo Pronto-Socorro
do Incor nos últimos 20 meses.
Nos dias com 1,5 ppm (parte por milhão) de monóxido
de carbono no ar – poluente expelido principalmente por veículos
-,. As arritmias ficavam mais freqüentes.
O agravante é que o Conama, considera “ruim”
o ar com mais de 9 ppm do gás.
Metro
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