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Um dia estava eu, às 6 horas da manhã, no ponto esperando
o ônibus, quando um rapaz bate no meu ombro e diz:
- Moça, tem uma aranha na sua perna.
Eu olhei para minha perna, olhei de novo e não vi nada. Como
eu sou |
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desconfiada,
achei que ele só queria tirar uma com a minha cara e já
que eu não tenho medo de aranha não liguei.
Ele perguntou:
- Viu a Aranha? Ela está atrás de você.
De novo olhei, mas dessa vez rapidamente. Nada, não vi nada.
Fiquei irritada com o rapaz. Então ou pensei: - “Puxa
vida, deixa a aranha em paz. Qual o problema ter uma aranha na minha
perna?”.
Nisso chegou o meu ônibus, dei sinal e entrei. Depois de passar
pela catraca e me acomodar no corredor, pois o ônibus estava
cheio, vira uma mulher assustada, bate na minha perna e diz com
uma voz trêmula:
- Tem uma aranha na sua perna.
Quando eu olhei para minha perna, meu caro leitor, não havia
uma pequena e inofensiva aranha. Havia sim, um monstro, uma caranguejeira,
uma tarântula. Sei lá, só sei que ela era gigante,
do tamanho de meu palmo, preta e peluda.
A minha única reação foi bater e jogá-la
no chão, mas as mulheres do ônibus lotado começaram
a gritar.
Então pisei na aranha rapidamente (imaginem vocês o
pânico que teria se essa aranha começasse a andar pelo
ônibus), e quando eu levanto a cabeça e olho as pessoas
que estão sentadas, reparo que todas elas estão me
olhando, umas com cara assustada outras de nojo.
Morrendo de vergonha pelo ocorrido, penso: - “Deveria ter
ouvido o rapaz no ponto, pelo menos não passaria por esse
mico”.
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