São Paulo, de 2008
    Crônicas


    17/04/2008

Guarda para chuva

Por Helena Lacerda

 
Dia de chuva a cidade pára.
Saem os vendedores ambulantes de guarda-chuva.
Seu lugar é estratégico, na saída da estação do Metrô.
Isso faz com que o tráfico de guarda-chuva aumente e, no ponto de ônibus, o congestionamento é total.

E Também:
Surpresa
Sombra de dúvida
!!!Quero sentar!!!

!!! Com todo esse peso, desci do ônibus de besta !!!
Fico, então, a observar os transeuntes.
Não dá para negar o faturamento dos vendedores.
Os novos condutores, ainda não habituados com o manejo dos guarda-chuvas, vão sempre ao encontro de um poste que está bem na minha frente, causando um engarrafamento ainda maior.
Como eu sei que são novos condutores?
Vejo etiquetas penduradas nos seus possantes...
 
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Surpresa
Sombra de dúvida

!!! Quero sentar!!!
!!! Com todo esse peso, desci do ônibus de besta !!!
!!! Socorro, tem uma aranha na minha perna !!!

A Italiana
As facas que mataram a menina
Sinto vergonha de mim
A droga mais usada pelos jovens
Sem futuro
Bosta à Parmegiana

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