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cidade está em reforma, estão construindo corredores
de ônibus nas principais avenidas.
Uma delas é exatamente por onde eu passo todos os dias, por
essa razão estou pegando trânsito de meia hora. |
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Como o ônibus já ficou meia hora parado faltando um
ponto para eu descer, fazendo com que eu chegasse atrasada no meu
destino, dessa vez eu resolvi descer do ônibus e ir a pé.
Quando
faltava pouco para eu descer, me levantei do banco com um peso nos
braços, pois eu estava levando 2 livros gigantes de 1000
páginas cada mais o material da faculdade e fui até
a porta traseira do ônibus. Não dei sinal, pois faltava
um ponto ainda para eu descer, e fiquei parada, em pé e com
o peso.
Até aí tudo bem, o problema é que exatamente
no momento que eu me levantei, surgiu o trânsito e o ônibus
não passava da primeira marcha.
Fiquei um tempo em pé pensando: - "De novo vou ficar
meia hora parada aqui? Será que é melhor eu descer
e ir a pé? Mas eu estou carregada de coisas. E se eu descer
e o ônibus passar de mim? Será que chegarei primeiro
que o ônibus?” Foi aí que uma mocinha apareceu,
deu o sinal e imediatamente o motorista abriu a porta.
Vendo aquela porta se abrindo, decidi então descer também.
Com o peso nos braços comecei a caminhar rápido, pois
já estava atrasada. Atravessei os cruzamentos da avenida
e para constatar se fiz um bom negócio, toda hora olhava
para o ônibus para ver se ele não me ultrapassava.
É horrível você descer, começar a andar
e o ônibus te seguir com os passageiros olhando para você.
A sensação é de que todos estão te olhando
e pensando: - “Hahaha, desceu do ônibus de besta. Você
está ai se cansando a toa e eu estou aqui sossegado, sentado
dentro do ônibus”.
Quando eu estava dobrando a esquina e saindo do itinerário,
olhei pela última vez o ônibus e não o vi mais.
Com um sorriso no rosto pensei: - “Apesar do peso nos braços,
fiz sim um bom negócio. A pé fui mais rápido
que o ônibus”.
Quando eu já havia andado dois quarteirões e estava
quase chegando na faculdade, adivinha meus caros leitores quem estava
lá. Pois é, meu querido ônibus, que havia saído
da rota para fugir.
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