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sabe ao certo quem inventou o tão famoso pão com salsicha,
mas os historiadores acreditam que a história do cachorro-quente
tenha começado em 1852, em Frankfurt, na Alemanha, com o
açougueiro Johann Georghehner.
Diz a lenda que ele resolveu batizar as salsichas
que fabricava com o nome de seu cachorro da raça dachshund,
o salsichinha que a gente conhece bem aqui no Brasil.
Anos depois, em 1893, houve uma grande exposição
em Chicago, nos Estados Unidos, em que muitos visitantes consumiram
grandes quantidades de pão com salsicha.
Afinal, era fácil de comer e muito barato.
Mas, nessa época, as salsichas eram servidas frias.
A idéia se espalhou e em 1904, na cidade
de Saint Louis, também nos Estados Unidos, outro imigrante
alemão, vendedor de salsichas – agora quentes -, inventou
um novo jeito de apresentar o produto.
Para que os clientes não queimassem as mãos,
ele oferecia luvas de algodão junto com a salsicha. Mas,
como as luvas nunca eram devolvidas, um cunhado, que era padeiro,
sugeriu que ele vendesse as salsichas em pães. Como era sua
especialidade, esse primo fez um pão mais comprido, para
comportar as salsichas.
E, assim, surgiu a versão conhecida até
hoje do cachorro-quente.
A partir de 1945, depois da 2ª Guerra Mundial,
o Brasil passou a sofrer grande influência da cultura norte-americana
e, assim, o cachorro-quente chegou e conquistou seu espaço
por aqui. Tanto que, durante as festas juninas – e em todas
as outras épocas do ano -, ele está sempre presente,
junto com outras guloseimas como milho verde, vinho-quente, espetinho
...
Afinal,
o cachorro-quente é simples, fácil de preparar, barato
e o melhor: fica sempre uma delícia!
Revista CompreBem – junho/2008
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