São Paulo, de 2008
 > Há 100 anos

Dezembro de 1907

Os 100 anos do arquiteto Oscar Niemeyer

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907) é um arquiteto brasileiro considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Nascido na então capital do Brasil numa rua que mais tarde receberia o nome de seu avô Ribeiro de Almeida, ministro do Supremo Tribunal Federal, passou sua juventude como um jovem carioca típico da época: boêmio, sem a menor preocupação com os rumos de sua vida. Concluiu o ensino secundário aos 21 anos, mesma idade com que casa com Annita Baldo, filha de imigrantes Italianos da província de Pádua, com quem teve somente uma filha, Anna Maria Niemeyer. Niemeyer tem cinco netos, treze bisnetos e quatro tataranetos.

Após o casamento sente o peso da responsabilidade que havia assumido para si e decide trabalhar e continuar seus estudos. Começa a trabalhar na oficina tipográfica do pai e entra para a Escola Nacional de Belas Artes, de onde sai formado como engenheiro arquiteto em 1934. Na época passava por dificuldades financeiras, mas mesmo assim decidiu trabalhar sem remuneração no escritório de Lucio Costa e Carlos Leão. Ele se sentia insatisfeito com a arquitetura que via na rua e acreditava poder encontrar respostas a suas dúvidas de estudante com eles.

Em 1945, já um arquiteto com algum nome, filia-se ao PCB. Sempre foi um forte defensor de sua posição como stalinista. Durante alguns anos da ditadura militar do Brasil auto-exilou-se na França. Um ministro da Aeronáutica da época diria que "lugar de arquiteto comunista é em Moscou". Visitou a União Soviética, teve encontros com diversos líderes socialistas e foi amigo pessoal de alguns deles. Fidel Castro teria dito a respeito dele: "Niemeyer e eu somos os últimos comunistas deste planeta".

Enquanto isso... Há 200 anos
1807

Em 1807, Hegel começa a publicar sua primeira tentativa de construir um Sistema de Filosofia, com a 'Fenomenologia do Espírito'. Neste sistema, a fenomenologia desempenha uma função fundamental - é a introdução à Ciência.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel foi um dos mais influentes filósofos alemães do século 19. Escreveu sobre psicologia, direito, história, arte e religião.

"Para Hegel, o saber de si é sempre um saber do outro e vice versa. A consciência - que em-si, já é um saber - é sempre saber de algo. Na "Fenomenologia do Espírito" (1807), Hegel discorre sobre este conceito. Na "Odisséia" da Consciência (a consciência a caminho da consciência de-si)que representa o "vir-a-se-de-si" (o devir)da Idéia, ou seja, a passagem da Razão ao Espírito, está pré-figurada essa dialética do saber. Trara-se, de acordo com a "tríade fundamental" da dialética hegeliana(Tese/Idéia; Antítese/Natureza; Síntese/Espírito),do desenvolvimento das figuras ou estágios da consciência, compreendidas, dialéticamente, da seguinte forma: o instante da "Tese" (o ser em si) corresponde ao conceito da Idéia em-si; o instante da "Antítese" (o ser para-si) corresponde ao conceito da Idéia em seu exteriorizar-se, em seu tornar-se outro, ou seja, a Idéia fora de sí; e o instante da "Síntese" (o ser em-si e para-si)corresponde ao conceito da Idéia em-si e para-si, a Idéia em seu retorno a si. Ai, não mais a Idéia naquele absoluto imediato da Tese, mas sim, como um absoluto mediatizado,isto é, como "Espírito Absoluto" (o saber que sabe a si mesmo enquanto saber de si).

Com isso, a intenção de Hegel é menos ser um racionalista absoluto, na mais autêntica expressão do termo,que um elucidador da dinâmica da essência do ser como manifestação. Para Hegel o conceito é "sujeito", "atividade" (tal como ocorre à consciência, o conceito ou o sujeito se opõe a si mesmo, alienando-se em seu vir-a-ser e reconciliando-se consigo mesmo nessa oposição).

ADENDO: O "Estado" ou seu conceito, corresponde ao instante da Síntese no "Sistema da Ciência". Isto,numa significação ética da metafisica hegeliana. Desse modo, o Estado constitui a síntese da moralidade subjetiva e da Eticidade ou moralidade objetiva. Essa dialética é desenvolvida pelo filósofo inicilamente na 'Fenomenologia do Espírito' e, posteriormente, na sua 'Enciclopédia das Ciências Filosóficas - 1830: A Filosofia do Espírito. VOL. III) "

Fonte: Pedro Pinheiro Santos

  1907
 
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