São Paulo, de 2008
 > Há 100 anos

Setembro de 1907

NOVA ZELÂNDIA - HISTÓRIA
Época Maorí
A autêntica história dos primeiros moradores e as posteriores migrações à Nova Zelândia é ainda um mistério, pois quase todas as narrações hoje conhecidas são adaptações feitas por historiadores ocidentais das lendas maoríes.

As sociedades maoríes originárias do território eram basicamente tribais, girando sua organização em torno ao iwi (tribo) ou o hapu (sub-tribo). A procedência genealógica de cada tribo era muito respeitada, e muitas eram capazes de traçar sua procedência até a canoa que trouxe os primeiros antepassados em alguma das migrações. A sociedade estava muito hierarquizada, sendo os cargos de liderança quase sempre hereditários.

Colonização Européia
Os maoríes não tiveram contato com os brancos até que Abel Tasmam chegou em 1642, procedente da província holandesa de Zelândia. Ele mudou o nome do lugar, mas o trato dos nativos, ferozes guerreiros e canibais entrando no século XIX, desaconselhou-lhe tentar a colonização.
Em 1769, o inglês James Cook chegou às costas de Nova Zelândia, teve alguns contatos amistosos com os maoríes e seguiu caminho para Austrália, não sem antes declarar sua posse, à coroa britânica dos territórios descobertos. Os primeiros ocidentais atraídos pela nova terra foram caçadores de focas e baleias, e em poucos anos quase exterminaram estas espécies. Os novos povoadores trouxeram consigo doenças. A princípios do século XIX, a população maorí tinha descido notavelmente.

Após breves negociações, no dia 6 de fevereiro de 1640 assinava-se o Tratado de Wiatangi entre o capitão inglês e 42 chefes maoríes. Nos meses seguintes, até 500 chefes chegaram assinar o acordo. Este documento garantia a autonomia dos chefes locais e a igualdade entre os maoríes e os outros súditos britânicos.

Soberania britânica e Autonomia
Ao longo das últimas décadas do século XIX, Nova Zelândia experimentou grandes mudanças, fazendo-a conhecida como "laboratório social do mundo"; foi o primeiro país em reconhecer o sufrágio feminino (1893) e o segundo em conceder pensões livres de impostos aos anciões (1894); instaurou-se o salário mínimo e os serviços médicos infantis.
Em 1889 instaurou-se o sufrágio universal, favorecendo os pequenos colonos. As duas administrações liberais que governaram entre 1819 e 1906, nacionalizaram caminhos de ferro e minas, concederam o voto às mulheres e a representação dos maoríes, adotaram as primeiras medidas de Segurança Social, favoreceram os sindicatos e protegeram os trabalhadores. Embora estes avanços e o seletivo da imigração que foi permitida, a população maorí seguiu diminuindo e em 1900 calculava-se que apenas restavam nas ilhas uns 42.000 nativos.

Século XX
Em 1856 Nova Zelândia tinha recebido o estatuto de colônia autônoma, e em 26 de setembro de 1907, passou ser reconhecido como estado soberano, assim adquirindo sua Independência, no estatuto da Commonwealth de 1931. Entre os anos 1912 e 1925, o Partido da Reforma, apoiando-se nos proprietários das terras, freou o socialismo enquanto afiançava-se o movimento laborista.

Os neo-zelandeses brigaram na Europa durante a Primera Guerra mundial. Este fato fez-lhes consolidar plenamente sua posse ao império britânico e obtiveram mandato sobre Samoa e sobre Nauru, conjuntamente com Austrália e Grã- Bretanha. Embora o que poderia parecer, nem o primeiro ministro W. Massey (que esteve presente em Versalhes) nem os seus sucessores tinham especial interesse em conseguir a independência do seu país. Gozavam de ampla autonomia a permição a desenvolver livremente seus interesses econômicos e políticos. Aliás, o país estava preocupado por seus intereses estratégicos, e exigiu à metrópole limitar a influência japonesa no Pacífico em 1922.

O ano 1929 foi duro para Nova Zelândia. Houve uma crise econômica que fez diminuir de forma massiça as exportações, muito favorecidas pela guerra de 1914-1918. Nos anos posteriores cresceu o paro e o descontentamento social e, em 1935, o Partido Laborista chegou ao poder e conseguiu restabelecer a prosperidade do campo, restaurando os direitos sindicais, extendendo a Segurança Social e desenvolvendo a indústria.
Após lograr a Independência em 1947, em 1949 aos laboristas segue o Partido Nacionalista, que governaria só até 1957, porque três anos depois tornariam a tomar o controle, prosseguindo com o estímulo do desenvolvimento industrial. A Guerra Fria levou Nova Zelândia a seguir a política norte-americana. Após a entrada da Grã- Bretanha na Comunidade Européia, teve que procurar mercados na Ásia e, particularmente, no Japão.
A época das vacas magras chegou na década dos oitenta, quando grande parte do mercado europeu fechou suas fronteiras aos produtos agrícolas do país, e a crise do petróleo incrementou notavelmente o preço de muitas das importações minerais e de produtos feitos a mão. Tomaram-se importantes medidas de austeridade econômica e reestruturação industrial, reorientou-se a política exterior e declarou-se o país zona desnuclearizada.
Atualmente, sua situação econômica atravessa um bom momento, embora ainda lhe falta por resolver o primeiro problema do comércio exterior: a grande distância à que encontram-se os mercados mundiais mais importantes.

Rumbo

  1907
 
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