As
sociedades maoríes originárias do
território eram basicamente tribais, girando
sua organização em torno ao iwi (tribo)
ou o hapu (sub-tribo). A procedência genealógica
de cada tribo era muito respeitada, e muitas eram
capazes de traçar sua procedência até
a canoa que trouxe os primeiros antepassados em
alguma das migrações. A sociedade
estava muito hierarquizada, sendo os cargos de liderança
quase sempre hereditários.
Colonização
Européia
Os maoríes não tiveram contato com
os brancos até que Abel Tasmam chegou em
1642, procedente da província holandesa de
Zelândia. Ele mudou o nome do lugar, mas o
trato dos nativos, ferozes guerreiros e canibais
entrando no século XIX, desaconselhou-lhe
tentar a colonização.
Em 1769, o inglês James Cook chegou às
costas de Nova Zelândia, teve alguns contatos
amistosos com os maoríes e seguiu caminho
para Austrália, não sem antes declarar
sua posse, à coroa britânica dos territórios
descobertos. Os primeiros ocidentais atraídos
pela nova terra foram caçadores de focas
e baleias, e em poucos anos quase exterminaram estas
espécies. Os novos povoadores trouxeram consigo
doenças. A princípios do século
XIX, a população maorí tinha
descido notavelmente.
Após breves negociações, no
dia 6 de fevereiro de 1640 assinava-se o Tratado
de Wiatangi entre o capitão inglês
e 42 chefes maoríes. Nos meses seguintes,
até 500 chefes chegaram assinar o acordo.
Este documento garantia a autonomia dos chefes locais
e a igualdade entre os maoríes e os outros
súditos britânicos.
Soberania
britânica e Autonomia
Ao longo das últimas décadas do século
XIX, Nova Zelândia experimentou grandes mudanças,
fazendo-a conhecida como "laboratório
social do mundo"; foi o primeiro país
em reconhecer o sufrágio feminino (1893)
e o segundo em conceder pensões livres de
impostos aos anciões (1894); instaurou-se
o salário mínimo e os serviços
médicos infantis.
Em 1889 instaurou-se o sufrágio universal,
favorecendo os pequenos colonos. As duas administrações
liberais que governaram entre 1819 e 1906, nacionalizaram
caminhos de ferro e minas, concederam o voto às
mulheres e a representação dos maoríes,
adotaram as primeiras medidas de Segurança
Social, favoreceram os sindicatos e protegeram os
trabalhadores. Embora estes avanços e o seletivo
da imigração que foi permitida, a
população maorí seguiu diminuindo
e em 1900 calculava-se que apenas restavam nas ilhas
uns 42.000 nativos.
Século XX
Em 1856 Nova Zelândia tinha recebido o estatuto
de colônia autônoma, e em 26 de setembro
de 1907, passou ser reconhecido como estado soberano,
assim adquirindo sua Independência, no estatuto
da Commonwealth de 1931. Entre os anos 1912 e 1925,
o Partido da Reforma, apoiando-se nos proprietários
das terras, freou o socialismo enquanto afiançava-se
o movimento laborista.
Os neo-zelandeses brigaram na Europa durante a Primera
Guerra mundial. Este fato fez-lhes consolidar plenamente
sua posse ao império britânico e obtiveram
mandato sobre Samoa e sobre Nauru, conjuntamente
com Austrália e Grã- Bretanha. Embora
o que poderia parecer, nem o primeiro ministro W.
Massey (que esteve presente em Versalhes) nem os
seus sucessores tinham especial interesse em conseguir
a independência do seu país. Gozavam
de ampla autonomia a permição a desenvolver
livremente seus interesses econômicos e políticos.
Aliás, o país estava preocupado por
seus intereses estratégicos, e exigiu à
metrópole limitar a influência japonesa
no Pacífico em 1922.
O ano 1929 foi duro para Nova Zelândia. Houve
uma crise econômica que fez diminuir de forma
massiça as exportações, muito
favorecidas pela guerra de 1914-1918. Nos anos posteriores
cresceu o paro e o descontentamento social e, em
1935, o Partido Laborista chegou ao poder e conseguiu
restabelecer a prosperidade do campo, restaurando
os direitos sindicais, extendendo a Segurança
Social e desenvolvendo a indústria.
Após lograr a Independência em 1947,
em 1949 aos laboristas segue o Partido Nacionalista,
que governaria só até 1957, porque
três anos depois tornariam a tomar o controle,
prosseguindo com o estímulo do desenvolvimento
industrial. A Guerra Fria levou Nova Zelândia
a seguir a política norte-americana. Após
a entrada da Grã- Bretanha na Comunidade
Européia, teve que procurar mercados na Ásia
e, particularmente, no Japão.
A época das vacas magras chegou na década
dos oitenta, quando grande parte do mercado europeu
fechou suas fronteiras aos produtos agrícolas
do país, e a crise do petróleo incrementou
notavelmente o preço de muitas das importações
minerais e de produtos feitos a mão. Tomaram-se
importantes medidas de austeridade econômica
e reestruturação industrial, reorientou-se
a política exterior e declarou-se o país
zona desnuclearizada.
Atualmente, sua situação econômica
atravessa um bom momento, embora ainda lhe falta
por resolver o primeiro problema do comércio
exterior: a grande distância à que
encontram-se os mercados mundiais mais importantes.
Rumbo