São Paulo, de 2008
    Há 100 anos


   Março/1908

A origem do Dia da Mulher

Muitas são as versões sobre a origem do Dia da Mulher. A mais mencionada é a data de 8 de março de 1908, dia em que centenas de trabalhadoras da fábrica têxtil Cotton, de Nova York, entraram em greve, com o objetivo de conseguir uma redução da jornada de trabalho de dez horas e o descanso aos domingos.

Apesar de todo o esforço, as trabalhadoras não foram atendidas em suas solicitações e decidiram se trancar dentro da fábrica.

Houve um incêndio e todas elas morreram.
O trágico acontecimento se converteu em símbolo da luta feminista, tanto que a


Mulheres começando a jornada de trabalho

Segunda Conferência das Mulheres Socialistas propos a data de 8 de março como dia histórico para reivindicar os direitos das mulheres.

Desde então, e no decorrer do século XX, as mulheres foram adquirindo novos e mais direitos, desde políticos, como o direito ao voto, até humanos, entre eles o direito de combater a violência contra elas.

Apesar de ter-se registrado um avanço na consolidação dos direitos da mulher no mundo, no início do século XXI ainda não se pode dizer que as mulheres conquistaram uma posição de igualdade perante os homens. O sexo masculino continua desfrutando de maior acesso à educação e a empregos bem remunerados. Além disso, a violência física e psicológica contra a mulher continua a fazer parte do cotidiano da vida moderna. E neste e em outros setores, ainda há um longo caminho a ser percorrido.

    E há 200 anos

A vinda da Familia Real pro Brasil

No dia 7 de março, fez 200 anos que um príncipe português gorduchinho, uma princesa espanhola alvoroçada, uma rainha meio tantã e dois garotos travessos chegaram ao Rio de Janeiro depois de cruzar o oceano Atlântico.

Com eles, também embarcaram várias pessoas ricas e importantes de Portugal. Todos estavam fugindo do exército de Napoleão, o poderoso imperador francês que já havia conquistado quase a Europa inteira.

Você já deve estar se perguntando por que essa viagem, que aconteceu há bastante tempo, tem tanta importância nos dias de hoje.

Pois bem, naquela época, o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. Tudo o que produzíamos era enviado à metrópole. Não podíamos fazer comércio com outros países, nem ter nossas próprias moedas, jornais e livros. Além do isolamento, faltavam boas estradas e moradia para a população.

Nova era

Quando a família real portuguesa veio para cá, uma nova era na história do Brasil começou. Por ter virado sede de um império, tornou-se um lugar mais importante. Instalado aqui, dom João 6º criou o primeiro banco, o primeiro jardim botânico, o primeiro jornal, melhorou as condições de vida no Rio, além de permitir que outros países fizessem comércio conosco.

Com isso, devagarzinho, as condições para que nos tornássemos um país independente, em 1822, foram surgindo a partir daí.

Mas não pense você que esse episódio trouxe apenas conseqüências positivas. Só o fato de termos sido colonizados por Portugal fez com que herdássemos muitas coisas ruins. Coisas que a família real não mudou em sua passagem por aqui.

Algumas ainda são grandes problemas para o Brasil. As diferenças sociais causadas por relações injustas de poder e pela escravidão, a falta de boas condições de vida para os mais pobres e a corrupção, que era comum em Portugal, são algumas das heranças negativas daquela época com as quais ainda convivemos hoje.

Carlota Joaquina

Filha do rei da Espanha, dona Carlota Joaquina jamais gostou da mudança para o Brasil. Resmungou durante a viagem e não gostou do Rio de Janeiro logo de cara. No fundo, ela vivia preocupada com o futuro de seu país, que tinha sido invadido por Napoleão. Esperneou, aprontou e armou intrigas contra Portugal mesmo casada com o rei dom João 6º. Apesar de ser feia, teve vários amantes por aqui. Por fim, não sossegou até voltar para a Europa.

Dom João 6º

Gorduchinho e preguiçoso, dom João 6º ficou conhecido pela demora para tomar decisões importantes. Mas essa característica acabou sendo muito útil para salvar Portugal do avanço do imperador francês Napoleão. Fingindo-se de bobo, ganhou tempo diante do poderoso adversário. Enquanto isso, com a ajuda de seus ministros, planejou a mudança para o Brasil e, por fim, salvou as posses de seu reino.

Dom Pedro 1º

O filho mais velho de dom João 6º era um sujeito impetuoso e muito paquerador. Ficou famoso por namorar várias moças do Rio daquela época e, por conta disso, causar bastante confusão. Em 1821, seu pai foi obrigado a voltar a Portugal para conter uma revolta que acontecia por lá. Dom Pedro ficou em seu lugar e, no ano seguinte, declarou a independência do Brasil, transformando-se em nosso primeiro imperador.

Dona Maria 1ª

A mãe de dom João 6º reinou em Portugal por muitos anos até manifestar uma doença mental. Por isso, foi afastada do cargo em favor do filho. Nos anos em que passou no Brasil, viveu isolada. O curioso sobre ela é que, apesar de ser apelidada de "a Louca", foi a única pessoa a chamar a atenção para a má impressão que causou o embarque repentino de toda a família real para o Brasil. Ela teria dito: "Não corram tanto, vão pensar que estamos fugindo!"

Napoleão Bonaparte

O imperador francês ficou no poder em seu país por mais de dez anos e, nesse tempo, conquistou grandes partes da Europa. Seu avanço foi tão intenso que o pequeno Portugal não teve outra opção senão a de mudar a sede da coroa para o Brasil. E isso só foi possível porque os ingleses ajudaram dom João e sua família a embarcar e a empreender a viagem. Depois de finalmente derrotado, Napoleão foi preso e exilado numa ilha, chamada Santa Helena, onde passou seus últimos dias.

Leopoldina

Naquele tempo, as pessoas poderosas não costumavam se casar por amor, e sim para obedecer a acordos entre reis e rainhas de diferentes países. Foi por isso que a menina austríaca Leopoldina veio ao Brasil em 1817. Seu destino era casar-se com dom Pedro 1º. Inteligente, mas um tanto feinha, ela sofreu na mão do seu marido mulherengo. Ainda assim, foi bastante importante ao ajudá-lo a tomar decisões políticas, inclusive a da nossa independência.

Folha Online

   
 
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