Japonês,
que se desenvolve desde o Período Edo, não é
tão restritiva acerca destas definições, por
vezes cortando o papel durante a criação do modelo,
ou começando com outras formas de papel que não a
quadrada (rectangular, circular, etc.). Segundo a cultura japonêsa
aquele que fizer mil origamis teria um pedido realizado.
História
Conforme
se foram desenvolvendo métodos mais simples de criar papel,
o papel foi tornando-se menos caro, e o Origami, cada vez mais uma
arte popular. Contudo, os japoneses sempre foram muito cuidadosos
em não desperdiçar; guardavam sempre todas as pequenas
réstias de papel, e usavam-nas nos seus modelos de origami.
Durante
séculos não existiram instruções para
criar os modelos origami, pois eram transmitidas verbalmente de
geração em geração. Esta forma de arte
viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses.
Em 1787 foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo
o primeiro conjunto de instruções origami para dobrar
um pássaro sagrado do Japão. O Origami tornou-se uma
forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão
em madeira de 1819 intitulada "Um mágico transforma
folhas em pássaros", que mostra pássaros a serem
criados a partir de folhas de papel.
Em 1845 foi publicado outro livro (Kan no mado) que incluía
uma coleção de aproximadamente 150 modelos Origami.
Este livro introduzia o modelo do sapo, muito conhecido hoje em
dia. Com esta publicação, o Origami espalha-se como
atividade recreativa no Japão.
Não
seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os
Mouros, no Norte de África, que trouxeram a dobragem do papel
para Espanha na sequência da invasão árabe no
século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar
figuras geométricas, uma vez que a religião proibia-os
de criar formas animais. Da Espanha espalhar-se-ia para a América
do Sul. Com as rotas comerciais marítimas, o Origami entra
na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.
[editar] Origami na Alemanha
Friedrich Froebel (1782-1852) foi o fundador do Movimento Kindergarten
que iria introduzir as dobragens de papel nas actividades pré-escolares.
Porém, estas seriam desenvolvidas principalmente pelos seus
seguidores, após a sua morte.
O Movimento
Kindergarten foi levado para o Japão por uma senhora alemã,
obtendo considerável aceitação. As dobragens
de papel eram ensinadas às crianças e fundiram-se
com o tradicional Origami. Com efeito, muitos dos modelos eram semelhantes
e o Origami foi trazido de casa para a escola.
Froebel
nunca conheceu o termo "Origami" nem este foi alguma vez
usado pelo Movimento Kindergarten.
[editar] A divisão do Origami
A grande divisão entre a antiga dobragem do papel e a nova
surgiu cerca de 1950 quando o trabalho de Akira Yoshizawa se tornou
conhecido. Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa
(Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que
nada deviam ao origami do passado, permitindo dobrar uma série
de animais e pássaros. Porém, ainda precisava de duas
partes de papel para conseguir animais de quatro patas, o que só
viria a ser ultrapassado com a invenção das Bases
Blintzed em meados da década de 1950 por outros entusiastas,
particularmente o norte-americano George Rhoades. Até lá,
apenas era possível dobrar animais muito primitivos, incluindo
o tradicional porco.
Porém,
o trabalho de Yoshizawa já tinha tido um predecessor: Miguel
Unamuno, um filósofo da Universidade de Salamanca.
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