São Paulo, de 2008
    Centenário da imigração japonesa


    05/06/2008

TÓQUIO

A capital de Japão, com mais de 12 milhões de habitantes, é uma cidade que estende-se implacavelmente por todas as direções. Trata-se de uma metrópole moderna devido a que a maioria de suas construções antigas são reconstruções já que pouco ou quase nada sobreviveu ao terremoto de 1923 ou aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, a cidade cativa aos visitantes não somente pelas aglomerações de seres humanos, e sim por seu aroma, seu pulso vital e pela capacidade para conjugar as tradições mais ancestrais com os últimos avanços tecnológicos.

Tóquio (que quer dizer "Capital do Leste") divide-se em 23 bairros (Ku) e cada "Ku" subdivide-se em Distritos e isto a sua vez, em "Chome". Mesmo que pareça incrível, em Tóquio as ruas não tem nome e os endereços se baseiam em um complicado sistema numérico. Por exemplo o endereço do Hotel Keio Plaza e: 2-1 Nishi-Shinjuku, 2-chome, Shinjuku-ku. É dizer, que encontra-se no chome 2 do setor 2, no edifício 1 e no distrito de Shinjuku. E se isto não parece complicado, há que ressaltar o fato de que a maioria das ruas não são retas. E por isto que o primeiro que tem que fazer ao chegar a capital é conseguir um bom plano de ruas e um mapa do metrô. O metrô de Tóquio é um dos maiores do mundo. Tem 240 quilômetros de via e atravessa a cidade em todas direções. Normalmente está abarrotado, mais se em algum lugar existe disciplina dentro do caos são nas plataformas e escadas, onde reina a precisão, limpeza e segurança.
Alguns pontos turísticos:

* O Palácio Imperial, construído sobre os restos do antigo Palácio de Edo, o Palácio encontra-se rodeado por uma muralha com torres e formosas portas e um fosso interior. É o coração da cidade e na atualidade é a residência da família imperial (pelo que não está aberto ao público).

* Santuário de Meiji, construído em honor ao Imperador Meiji (1853-1912), este precioso santuário encontra-se em um claro de um espesso bosque de impressionantes árvores. Acede-se a ele por uma das três portas de madeira (torii) de cipreste com mais de 1.700 anos de antigüidade. A construção original foi desenhada de acordo as normas mais tradicionais da religião xintoísta. O Santuário de Meiji é um dos lugares mais sagrados de Japão.

* Templo de Asakusa Kannon (Templo de Senso-ji, é o templo mais antigo da capital, ademais de ser um dos lugares com mais ambiente oriental. Numerosos postos de variada mercadoria estende-se ao largo da galeria (nakamise) que encontra-se em frente do templo. Fundado no século VII e dedicado a deusa budista da misericórdia, o templo está presidido por uma grande urna para queimar incenso, já que há que purificar antes de entrar em seu interior.

* O Santuário Hie, a antiga casa do deus protetor do Castelo de Edo, foi um dos recintos xintoísta mais importante durante aquele período.

* Templo de Zojyo-ji, construído pelo shogun Tokugawa, conserva algumas peças entre elas destaca um Buda negro. O portão pintado em vermelho (1605) forma parte do Tesouro Nacional.

* Santuário de Yasukuni, de estilo xintoísta foi construído a mediados do século XIX. Está dedicado aos mais de 2.5 milhões de pessoas que pereceram, vitimas da guerra, durante a Restauração Meiji.

* Templo de Sengaku-ji, este pequeno templo foi construído em honra ao guerreiro Asano e seus samurais. Conta com um museu que exibe diversas peças e armaduras. Todos os 14 de dezembro tem lugar uma importante cerimônia.

* Parque Ueno, inaugurado no ano de 1873 foi o primeiro parque público de Tóquio. Um passeio por esta zona é imprescindível sobre tudo para desfrutar dos espetáculos de rua e observar como se divertem os moradores da capital. Aqui encontra-se a Estátua de Takamori Saigo, em honra ao samurai que ajudou na restauração do império e o Museu Nacional de Tóquio, o maior do país. Conta com a maior coleção de arte japonesa: próxima a 90 mil peças que vão alternando em exposições de 4 mil peças cada uma. Há quatro galerias; a Galeria Honkan exibe esculturas budistas, armaduras, têxtil, cerâmicas, caligrafias e pergaminhos; a Galeria de Antigüidades Oriental acolhe peças e objetos arqueológicos de outros países de Oriente; a Galeria Hoyokeikan acolhe as relíquias arqueológicas de Japão, enquanto que a Galeria de Tesouros de Horyuji, guarda os tesouros do Templo de Horyu-ji (o museu abre de terça-feira a domingo de 9 a 16:30 h).

E ainda o Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio, com o último em arte, o Museu de Artesanato Popular Japonesa, para admirar os produtos artesanais como têxtil, cerâmica e olaria e o Museu de Papel, é o maior do mundo deste tipo.

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