A
capital de Japão, com mais de 12 milhões de habitantes,
é uma cidade que estende-se implacavelmente por todas as
direções. Trata-se de uma metrópole moderna
devido a que a maioria de suas construções antigas
são reconstruções já que pouco ou quase
nada sobreviveu ao terremoto de 1923 ou aos bombardeios da Segunda
Guerra Mundial. Entretanto, a cidade cativa aos visitantes não
somente pelas aglomerações de seres humanos, e sim
por seu aroma, seu pulso vital e pela capacidade para conjugar as
tradições mais ancestrais com os últimos avanços
tecnológicos.
Tóquio
(que quer dizer "Capital do Leste") divide-se em 23 bairros
(Ku) e cada "Ku" subdivide-se em Distritos e isto a sua
vez, em "Chome". Mesmo que pareça incrível,
em Tóquio as ruas não tem nome e os endereços
se baseiam em um complicado sistema numérico. Por exemplo
o endereço do Hotel Keio Plaza e: 2-1 Nishi-Shinjuku, 2-chome,
Shinjuku-ku. É dizer, que encontra-se no chome 2 do setor
2, no edifício 1 e no distrito de Shinjuku. E se isto não
parece complicado, há que ressaltar o fato de que a maioria
das ruas não são retas. E por isto que o primeiro
que tem que fazer ao chegar a capital é conseguir um bom
plano de ruas e um mapa do metrô. O metrô de Tóquio
é um dos maiores do mundo. Tem 240 quilômetros de via
e atravessa a cidade em todas direções. Normalmente
está abarrotado, mais se em algum lugar existe disciplina
dentro do caos são nas plataformas e escadas, onde reina
a precisão, limpeza e segurança.
Alguns pontos turísticos:
* O
Palácio Imperial, construído sobre os restos do antigo
Palácio de Edo, o Palácio encontra-se rodeado por
uma muralha com torres e formosas portas e um fosso interior. É
o coração da cidade e na atualidade é a residência
da família imperial (pelo que não está aberto
ao público).
* Santuário
de Meiji, construído em honor ao Imperador Meiji (1853-1912),
este precioso santuário encontra-se em um claro de um espesso
bosque de impressionantes árvores. Acede-se a ele por uma
das três portas de madeira (torii) de cipreste com mais de
1.700 anos de antigüidade. A construção original
foi desenhada de acordo as normas mais tradicionais da religião
xintoísta. O Santuário de Meiji é um dos lugares
mais sagrados de Japão.
* Templo
de Asakusa Kannon (Templo de Senso-ji, é o templo mais antigo
da capital, ademais de ser um dos lugares com mais ambiente oriental.
Numerosos postos de variada mercadoria estende-se ao largo da galeria
(nakamise) que encontra-se em frente do templo. Fundado no século
VII e dedicado a deusa budista da misericórdia, o templo
está presidido por uma grande urna para queimar incenso,
já que há que purificar antes de entrar em seu interior.
* O
Santuário Hie, a antiga casa do deus protetor do Castelo
de Edo, foi um dos recintos xintoísta mais importante durante
aquele período.
* Templo
de Zojyo-ji, construído pelo shogun Tokugawa, conserva algumas
peças entre elas destaca um Buda negro. O portão pintado
em vermelho (1605) forma parte do Tesouro Nacional.
* Santuário
de Yasukuni, de estilo xintoísta foi construído a
mediados do século XIX. Está dedicado aos mais de
2.5 milhões de pessoas que pereceram, vitimas da guerra,
durante a Restauração Meiji.
* Templo
de Sengaku-ji, este pequeno templo foi construído em honra
ao guerreiro Asano e seus samurais. Conta com um museu que exibe
diversas peças e armaduras. Todos os 14 de dezembro tem lugar
uma importante cerimônia.
* Parque
Ueno, inaugurado no ano de 1873 foi o primeiro parque público
de Tóquio. Um passeio por esta zona é imprescindível
sobre tudo para desfrutar dos espetáculos de rua e observar
como se divertem os moradores da capital. Aqui encontra-se a Estátua
de Takamori Saigo, em honra ao samurai que ajudou na restauração
do império e o Museu Nacional de Tóquio, o maior do
país. Conta com a maior coleção de arte japonesa:
próxima a 90 mil peças que vão alternando em
exposições de 4 mil peças cada uma. Há
quatro galerias; a Galeria Honkan exibe esculturas budistas, armaduras,
têxtil, cerâmicas, caligrafias e pergaminhos; a Galeria
de Antigüidades Oriental acolhe peças e objetos arqueológicos
de outros países de Oriente; a Galeria Hoyokeikan acolhe
as relíquias arqueológicas de Japão, enquanto
que a Galeria de Tesouros de Horyuji, guarda os tesouros do Templo
de Horyu-ji (o museu abre de terça-feira a domingo de 9 a
16:30 h).
E ainda
o Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio, com o último
em arte, o Museu de Artesanato Popular Japonesa, para admirar os
produtos artesanais como têxtil, cerâmica e olaria e
o Museu de Papel, é o maior do mundo deste tipo.
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