diversas
localidades. Muitos norte-americanos não gostariam de votar
em alguém “de cor”.
Apesar
disso, é muito factível que Obama converta-se no primeiro
filho de africano a governar uma potência ou uma república
da América continental.
Dentre os eleitores democratas, ele é quem mais apoio teve
entre os mais acomodados. Muitos deles viram como os negócios,
a coesão interna, a imagem e os investimentos internacionais
sul-africanos foram beneficiados desde que, em 1994, o pais, que
era o mais anti-negro do mundo, teve mandatários de pele
cor de canela.
Um presidente afro-americano poderia ajudar os EUA a encontrar a
saída para a recessão, a recuperar aliados internacionais
e a resolver a desastrosa intervenção no Iraque, oferecendo
uma proposta de “renovação” mais aberta,
plural, multilateral e menos belicosa.
O analista internacional e ex-professor da London School of Economics
Isaac Bigio é especializado em América Latina e assina
uma coluna diária no jornal peruano Correo.
Tradução:
Angélica Resende/BR Press.
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