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Minha
Opinião |
11/03/2008
Livre
e só no quintal dos outros
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| Por
Nivaldo Orlandi |
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| “É
embargo branco. 300 propriedades é a mesma coisa que nada”,
protesta Antenor Nogueira, presidente do Fórum da Pecuária
de Corte, ante a limitação em 3% das fazendas brasileiras
“aptas” a vender carne à Europa. “É
uma desmoralização. |
Brasil não deixou de ser colônia”, esperneia Luiz
Becker Karst, superintendente da Secretaria de Agricultura de Goiás.
“É medida camuflada de proteção aos produtores
europeus”, manifesta-se o Itamaraty. “É medida
radical e sem critério”, pisa em ovos o Ministro Stephanes
da Agricultura.
Não surpreende que a Rodada de Doha – que se arrasta
desde 2001 – não termina. Em 1994 – rodada Uruguaia
de rebaixamento geral de tarifas - países pobres e em desenvolvimento
concordaram em rebaixar unilateralmente as taxas de importação
de produtos industrializados dos países ricos. Brasil baixou
em média de 44% para 14%. Em troca países ricos “prometeram”
que liberariam seus mercados para que pobres e em desenvolvimento
para lá – sem maiores impostos ou barreiras outras –
vendessem seus produtos agrícolas e agropecuários.
Ricos nunca cumpriram sua parte. “Pobres e em desenvolvimento
aprenderam a lição", atesta Moniz Bandeira. Países
ricos, mercado comum europeu inclusive, negam-se a rebaixar proteção
de seus agricultores. Daí por que a Rodada de Doha não
acaba. Com a medida da União Européia de embargo para
as carnes brasileiras fica patente que países ricos em nada
cederão aos produtos agro-pecuários brasileiros. COMERCIO
LIVRE: SÓ NO QUINTAL DOS OUTROS, este é o seu lema.
Os incautos que achavam que brasil inundaria o mundo com álcool
combustível, prostam-se desanimados. Exportações
não só não aumentaram como até caíram
em relação a 2006.
Que aquecimento global que nada. EUA que entopem a atmosfera com 25%
da totalidade dos gases poluidores, necessitam de biocombustível
como o ar que respiram, no entanto, continuam a cobrar 56,5% de sobretaxa
pelo álcool que Brasil para lá se atrever a exportar.
Brasil bem que poderia retaliar o mercado europeu. Que tal não
mais vender farelo de soja e parar de engordar suas vacas. Carros
europeus poderiam ser proibidos de aqui aportar. Motivo, não
utilizam biocombustível. Provocam aquecimento global.
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nunca façam isso, hein!
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