|
Torna-se
necessário a implementação imediata de políticas
públicas e privadas de estímulo ao esporte, porque
é preciso ganhar acima de trinta medalhas de ouro para que
os jogos não coloquem a nação brasileira numa
depressão generalizada. Não é preciso inventar
nada. Basta copiar as mesmas iniciativas das potências olímpicas.
O Congresso Nacional deve aprovar lei que obrigue
a todos os municípios realizarem a cada ano torneios com
vários esportes. Os governadores devem definir alguns incentivos
exclusivos à preparação de atletas olímpicos.
E outras para aproveitar os talentos que surgissem nos diversos
pontos do país. As prefeituras orientarem os professores
de educação física para exercitar os alunos
com práticas esportivas. Teriam a tarefa de estimularem a
iniciação. Função que, de forma secundária,
poderia ser praticada por sindicatos, clubes, igrejas, condomínios,
escolas particulares. E todos têm que se engajar nessas iniciativas.
Já os empresários também deveriam patrocinar
atletas, com fornecimento de material, alimentação
e até treinadores de primeira linha. O trabalho deve ser
claro de que a preparação dos atletas tem em vista
a obtenção de medalhas. A população
deve cobrar das autoridades, e de todos que possam contribuir, cada
um com os meios de que dispuser.
Com
resultados como os das três últimas olimpíadas,
nenhum país minimante sério poderia pleitear a realização
de evento tão relevante. Caso não haja investimento,
a realização só trará decepção
na área esportiva, despesas incomensuráveis sem nenhum
benefício social e vai expor o povo brasileiro a um vexame
internacional ao ganhar apenas duas medalhas de ouro em seu próprio
território. E os comentaristas dizendo que as de bronze valem
ouro. Bronze só vale bronze e não se deve dar um valor
maior. Comemorações exageradas quando se ganha um
bronze só se explicam pela resignação do inferior;
do pequeno. E nenhum país é grande apenas por pretender;
mas nenhum se torna grande se não tiver essa pretensão.
|