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Essa
miscigenação traz muitos benefícios e algumas
dificuldades. São comuns as pessoas virem apenas para tratamento
de saúde. Outras, em busca de oportunidade de trabalho e
de estudo.
Como em todo Brasil, em São Paulo as autoridades
não controlaram a descarga de esgoto e deixaram destruírem
os rios que cortam a cidade. Estes viraram um canal de esgoto a
céu aberto. Como em todo o país, também não
houve nenhum controle sobre as construções irregulares
e as favelas proliferaram.
Nunca houve um trabalho de conscientização à
população para não jogarem lixo nas ruas, calçadas
e locais públicos em geral. O desvio de verbas e o desperdício
com obras faraônicas também foram e ainda são
de praxe. Exemplo recente foi a construção de uma
ponte famosa, quando o dinheiro empregado daria para construir casas
para substituir moradias de algumas favelas.
Esses exemplos devem servir para que as outras cidades os evitem.
Mas, como referência, há pouco mais
de um ano a cidade se deparou com uma lei denominada Cidade Limpa.
No início, como tudo novo, gerou muita polêmica e dúvida
quanto a sua eficácia. A lei pegou, porque lei pega em qualquer
lugar do mundo quando os responsáveis exigem cumprimento
com seriedade.
São
Paulo está bem mais cuidada, mas longe de ser um referencial.
Ainda falta exigir que cada morador mantenha seu imóvel sem
pichação; multar quem deixar calçada suja,
abandonar cachorro e outros animais nas ruas. Expandir pra valer
a reciclagem em toda a cidade; fazer campanhas permanentes no rádio
e na televisão para conscientizar os moradores a conservarem
a cidade.
Essas ações se aplicariam na educação,
saúde e várias outras áreas.
Entretanto, o plantio de árvores por toda a cidade e a melhoria
da limpeza já podem servir de referencial a quase todas as
cidades brasileiras.
Trata-se de uma melhoria significativa, perceptível e inegável.
Só não vê quem não quer ou nega por outros
interesses.
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