encontramos
veículos de comunicação que usam essa segunda
denominação em matérias ou até mesmo
nome de programas e quadros em tele-jornais esportivos.
Na realidade
as duas denominações da capital chinesa estão
corretas. O departamento cultural da Embaixada da República
Popular da China no Brasil nos ensinou que ambos são transcrições
fonéticas do nome original. Pequim é baseada na fonética
portuguesa, por isso sempre foi utilizada assim no Brasil.
Já
Beijing, mais próximo a fonética original, acabou
sendo adotada por quase todos os países do globo. Os chineses,
mesmo, quando escrevem o nome da capital em nosso alfabeto usam
esta forma de transcrição. Aqui no Brasil as duas
maneiras são aceitas, embora a mais próxima da real
pronuncia seja Beijing, denominação adotada em nosso
weblog.
Mas
vamos saber um pouquinho mais desta cidade com história secular?
O surgimento de Beijing (ainda sem esse nome) ocorreu em meados
do século XIII graças a influencia direta de grandes
lideres conquistadores mongóis como Genghis Khan e Kublai
Khan. Este último, inclusive, a institui como capital da
sua força (Beijing fica bem ao norte da China, próxima
a Mongólia) já visando a conquista de todo o império
chinês. Mas seus planos em se tornar imperador não
se concretizaram.
Em 1403,
Zhu Di (terceiro imperador da dinastia Ming) transferiu a capital
de seu império para aquela cidade, a partir daí batizando-a
de Beijing, que significa ‘Capital do Norte’. A Cidade
Proibida (um dos pontos turísticos mais conhecidos de lá
e cujo portão principal pode ser visto na foto ao lado) foi
construída entre 1406 e 1420.
Era
a residência oficial do Imperador e toda sua corte, sendo
que aquele nome só foi determinado séculos mais tarde
como contamos mais à frente nesta matéria. Em 1911
o império caiu e foi instaurada a Republica da China com
a transferência da capital para Nanjing. A antiga capital
foi então renomeada como Beiping (Cidade da Paz).
E esse
‘troca-troca’ histórico continuou agora em mãos
japonesas. Durante a 2º Guerra Nipo-Chinesa, o Japão
invadiu o norte daquele país-continente e a partir de 29
de julho de 1937 tomou posse da cidade. Foi instituído um
governo provisório do norte orquestrado pelo império
japonês até a rendição deles ao final
da 2ª Guerra Mundial em 15 de agosto de 1945.
Pouco
depois, a partir de janeiro de 1949, veio a revolução
comunista e Mao Tse Tung criou a República Popular da China,
devolvendo o nome original a Beijing e o status de capital federal.
Com isso, o antigo palácio do Imperador foi fechado a sete
chaves e o local recebeu a denominação de Cidade Proibida,
título que permaneceu mesmo depois da abertura dos seus portões
ao turismo. Dois outros pontos históricos da cidade são
o Templo do Céu (construído em 1420) e a Praça
da Paz Celestial (que após ter sido incendiada por duas vezes,
foi reconstruída em 1651).
Esse
local também foi amplamente divulgado pelo mundo, numa história
mais recente, com gigantescos protestos populares (maio e junho
de 1989). Neste triste episódio da história, morreram
milhares de estudantes chineses dizimados covardemente pelo exército
comunista. Mas uma cena eternizou-se como símbolo da resistência
popular.
Quem
não se lembra dos tanques de guerra invadindo o espaço
daquela praça e sendo enfrentados corpo-a-corpo por aquele
jovem estudante?
Nas
próximas semanas vamos contar e relembrar outras histórias
interessantes de Beijing. Hoje mais reconhecida como uma verdadeira
capital do esporte mundial.
Everton
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