São Paulo, de 2008+
    Pequim 2008


   24/06/2008

I CHING

Um pouco da história

O I CHING, ou Livro de Mutações, é a obra básica da literatura chinesa, mais antiga do que a Bíblia e mais importante para a cultura tradicional da China do que a Bíblia para o Ocidente.

Todas as maiores idéias da civilização chinesa, assim como o Taoísmo e o Confucionismo inspiraram-se e têm suas raízes no I


Foto: Divulgação

CHIM; a influência deste livro estende-se ainda sobre as ciências naturais e políticas.

Originalmente o I CHIM era uma coletânea de sinais, com suas explicações destinadas à adivinhação. Este tipo de adivinhação baseava-se no “sim” que era expresso por uma linha inteira e no “não” por uma linha cortada.

Foi o Rei Uenn, fundador da Dinastia Chu (cerca 1.000 a.C.), que selecionou e compilou o conjunto de preceitos e conceitos de sabedoria moral, já então existentes há milênios, na forma atual como conhecemos o I CHING.

Os textos são breves. Seus conceitos não exprimem simples conclusões tiradas de certas premissas que não foram incluídas no texto. Esses conceitos são na verdade aforismos, cheios de sugestões e implicações.

Com o tempo esta adivinhação foi tomando a forma que conhecemos atualmente, a forma do Hexagrama, composto por seis linhas.

O que é

O I CHING vem a ser uma espécie de módulo ou múltiplo dentro de uma estrutura serial com fundamentos cósmicos que, paradoxalmente, se assemelha ao sistema de informação e programação dos atuais computadores eletrônicos, respeitando, está claro, a diferença de códigos.

Com isto, onde se poderia suspeitar a ação arbitrária do acaso na consulta, esta vem, muito ao contrário, fundamentada numa série de interrelações interiores, de geometria cósmica.

Na mecânica do pensamento chinês seu enfoque básico prende-se a premissas de causa e efeito de outra ordem que não as relações causa-efeito que formam a viga-mestre do edifício da ciência ocidental cartesiana.

A consulta

No I CHING, a regra confirma a exceção, ou seja, seguindo certas regras no manejo do livro penetramos nos domínios do excepcional, isto é, chegamos a captar e compreender o fluxo cósmico do instante da consulta. Sendo que nossas ações futuras são determinadas por este fluxo, neste sentido conseguimos desvelar o futuro. O instante da consulta é considerado em sua totalidade, sendo único e irrepetível.

O conceito do movimento ou mutação é empregado para abarcar a totalidade no processo de mudança. O I CHING oferece uma constelação de elementos, possibilitando ao observador detectar diferentes possibilidades de combinações, seguindo seu próprio método de interpretação.

A interpretação

A chave para a interpretação é a pergunta do consultante, e a mecânica da consulta exige sua intervenção para a modificação das relativas posições dos elementos.

Portanto o I CHING não é um livro de adivinhação como qualquer outro. Para ele mais importante do que revelar um fato futuro é apresentar à pessoa que o consulta toda a complexidade da situação na qual ela pretende fazer determinado ato.

O I CHING é como um poema; o número de palavras é limitado, porém as idéias que ele sugere não têm limites. Deve-se ler o que se esconde entre as linhas.

Isto quer dizer que aquelas idéias latentes formam a essência, freqüentemente a parte principal do I CHING.

De modo que numa apreciação ou abordagem reflexiva do material do livro, o leitor freqüentemente deverá proporcionar todas as ligações que são necessárias para que os aforismos adquiram o valor de raciocínios e argumentos.

Fonte: I CHING – O livro das Mutações – Roberto Campadello

 
Leia Mais
Raios de sol vão acender a tocha Olímpiadas Pequim
Religião na China
Beijing ou Pequim?

Papel e Impressão
Tai Chi Chuan
A Muralha da China
China
Cultura Chinesa
A bela Shanghai, ponte entre Ocidente e Oriente
 
 

 

  Publicidade
Fator Flash - comunicação e design
Link Patrocinado
Anuncie | Expediente | Contato
Melhor visualizado em 1024x780 - Todos os direitos reservados © - 2007
Fator Flash comuncação de design