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Antes que você comece a ler esse texto, espere só um
pouquinho que vou ali pegar meu pé de coelho, ferradura,
sal grosso e galho de arruda...
Pronto,
acho que já estou protegido contra o olho gordo. Já
posso contar que acabei de chegar da exibição para
a imprensa internacional de Batman - O Cavaleiro das Trevas. No
IMAX! E se a sua nerdice ainda estava contida, segura essa: Kevin
Smith estava lá, a algumas cadeiras de distância.
Pronto,
era só isso que eu tinha de novidade para esse Da Frigideira.
O resto você já sabe (ou imagina): o filme é
sensacional! - e você vai ler a crítica sobre ele daqui
a alguns dias.
Muito
mais sombrio do que Batman Begins, o longa faz jus ao título
que carrega. As trevas estão muito mais presentes, na trilha
sonora, no visual, nos diálogos, na história toda!
Mas não adianta insistir, não vou dizer que este é
O Império Contra-Ataca do Morcegão - fiz uma promessa
de que não ia cair neste clichê.
Do começo
ao final da exibição você vai ficar vidrado
na telona, prestando atenção em cada detalhe da trama,
que vem ricocheteando de um lado para o outro como um bat-rangue,
até chegar no seu destino final. A diferença é
que em vez de derrubar os bandidos, o que cai é o queixo
de quem está ali assistindo. Mesmo depois de ler tanta coisa
a respeito, de ver tantas fotos, assistir a tantos vídeos
e, no meu caso, de ter ido ao set de filmagens (algo que você
vai ler em breve, no Bat-Especial), ainda há algumas surpresas
que foram guardadas, e não sou eu quem vai contá-las.
Aliás, a dica é tomar o máximo de cuidado possível
com o que você vai ler daqui para frente em outros veículos,
pois spoilers podem e devem aparecer.
Dizer
que O Cavaleiro das Trevas é a melhor adaptação
de quadrinhos é um erro. Apesar do Batman ser o personagem
principal, o projeto deve ser tratado como um filme de ação,
aventura e drama. Muito drama! E atuações extraordinárias!
Para ficar só nos novos atores: Maggie Gyllenhaaal traz um
novo aroma à Rachel Dawes, que antes era meio sem-sal. Aaron
Eckhart enche o promotor Harvey Dent de vida. E antes que perguntem,
sim, Heath Ledger pode facilmente entrar na lista do Oscar, mesmo
faltando seis meses até o fim do ano. Sua versão do
Palhaço do Crime não está para brincadeiras
e é tudo o que se esperava do seu Coringa e mais um pouco.
Se a interpretação de Jack Nicholson do mesmo personagem
foi exaltada no Batman de Tim Burton, a de Ledger faz com que ela
empalideça como a maquiagem do vilão.
Agora
chega. Melhor eu parar por aqui antes que eu estrague o seu filme
por excesso de elogios - todos eles merecidíssimos, diga-se
de passagem.
Omelete |